O DESAFIO DA QUALIDADE TOTAL NOS TEMPOS MODERNOS

Nesta última semana de Setembro aconteceu um papo maravilhoso com o nosso amigo, parceiro e colaborador da nossa União Brasileira para a Qualidade e Inovação – UBQI, Luiz Carlos Gianello. Nos conhecemos através do relacionamento entre os programas de Qualidade da então Cia Siderúrgica de Tubarão – CST (Hoje ArcelorMittal) e a Volkswagen em São Bernardo SP. Usando o WhatsApp falamos com grande entusiasmo das nossas batalhas pelo TQC (Total Quality Control), Círculos de Controle da Qualidade CCQ, e em especial do nosso assessor japonês da Kawasaki, Fumio Mashiyama, que nos ajudou ao longo de 4 anos na implantação dentro da CST.

Falamos muito sobre nossa luta e também sobre os desafios de implantação do programa nas empresas quando visualizamos a realidade de hoje considerando novas tendências via modelagem da Indústria 4.0, Digitalização, Inteligência Artificial entre outras matérias da moderna gestão.

A pergunta que fica é a seguinte: Nossa caminhada rumo a produtividade e competitividade nos tempos atuais tem na Qualidade Total o necessário suporte para o atingimento dos objetivos empresariais?

Veja este resumo da estratégia do TQC e faça a sua análise considerando a necessidade de separar os entendimentos da filosofia de gestão e ferramentas de trabalho. Ok?

Vamos ao ponto de definição e introdução do programa: A QUALIDADE TOTAL começa com este mapa muito simples, porém, exige um grande esforço e também persistência.

Os diagnósticos feitos nas organizações mostram que as falhas estão presentes em todos estes pontos, mas uma especial atenção na área do CONTROLE, aqui representada pelo quadro de INDICADORES (M). O sistema gerencial de controle de indicadores (também abordado no Balanced Scorecard BSC) é de fundamental importância para a manutenção e melhoria dos resultados de qualidade, produtividade e lucratividade da empresa ou no caso dos resultados no setor público, quando aplicável. Pode-se observar que as ferramentas atuais, tipo CRM* (Costumer Relationship Managemente) e IA (Inteligência Artificial) por exemplo, podem ser amplamente utilizadas a partir do entendimento da visão sistêmica da organização e seus objetivos estratégicos considerando ainda alguns dos 14 pontos de Deming ** (Japão, 1950) onde destaca-se a Constância de Propósito e Comprometimento da Alta Administração.

Aproveitando ainda nosso papo de quase 90 minutos com o amigo Gianello vai a seguir a contribuição do Dr. Deming adaptada para os dias atuais com ajuda IA – Chat GPT.

(**) Síntese dos 14 pontos de Deming nos dias atuais

  1. Constância de propósitos
    – Manter o foco de longo prazo em qualidade, inovação e sustentabilidade, em vez de decisões oportunistas de curto prazo.

2. Adotar a nova filosofia
– Estar aberto à transformação digital, práticas ágeis, uso de IA e foco em ESG (Ambiental, Social e Governança) como valores centrais.

3. Acabar com a dependência da inspeção em massa
– Investir em processos robustos, automação, sensores inteligentes e análise de dados em tempo real para prevenir falhas.

4. Acabar com a prática de escolher fornecedores apenas pelo preço
– Construir parcerias estratégicas de longo prazo, baseadas em confiança, inovação conjunta e responsabilidade socioambiental.

5. Melhoria contínua do sistema de produção e serviços
– Implementar metodologias ágeis, Lean, Six Sigma, TQC/Grupos Kaizen e uso de dados para promover inovação e produtividade                        constantes.

6. Treinamento no local de trabalho
– Reforçar programas de capacitação contínua, combinando competências técnicas, digitais e socioemocionais.

7. Liderança transformadora
– Substituir chefia tradicional por liderança inspiradora e transformadora, baseada em propósito, engajamento e inteligência emocional.

8. Eliminar o medo
– Construir uma cultura de confiança psicológica que estimule a criatividade e inovação, o erro como aprendizado e a colaboração                  aberta.

9. Quebrar barreiras entre áreas
– Estimular equipes multidisciplinares, trabalho colaborativo e integração digital (dados compartilhados, plataformas unificadas).

10. Eliminar slogans e metas numéricas sem método
– Priorizar métricas inteligentes (KPIs e OKRs) com base em dados reais, acompanhadas de métodos claros de melhoria (Kaizen).

11. Eliminar cotas e padrões rígidos de trabalho
– Promover flexibilidade, automação inteligente e foco em resultados sustentáveis, respeitando a diversidade de talentos.

12. Remover barreiras ao orgulho do trabalho bem feito
– Reconhecer o valor humano, oferecer feedback construtivo, autonomia e condições para que as pessoas deem o melhor de si.

13. Programa robusto de educação e autodesenvolvimento
– Investir em educação continuada, reskilling e upskilling para preparar profissionais para um futuro em constante mudança.

14. Ação para a transformação
– Mobilizar toda a organização para inovar, integrar tecnologias emergentes e adotar práticas de gestão ágil, sustentável e colaborativa.

Em resumo: os 14 pontos de Deming, reinterpretados hoje, apontam para uma gestão centrada em pessoas, baseada em dados, inovadora e sustentável, que conecta qualidade, tecnologia e propósito.

Nosso agradecimento ao estímulo motivador do amigo Gianello, lembrando aos nossos leitores que em breve teremos novas contribuições dele considerando quase meio século de vivências em altíssimo nível humano e profissional por onde passou.

(*) CRM significa Customer Relationship Management ou, em português, Gestão de Relacionamento com o Cliente. Trata-se de um conjunto de práticas, estratégias e tecnologias (um software ou sistema) usadas por empresas para gerenciar, analisar e melhorar todas as interações com clientes atuais e potenciais. O objetivo é centralizar informações sobre os clientes, entender seu comportamento, antecipar suas necessidades e desejos, e, assim, otimizar as vendas, a satisfação e a fidelização. Definição criada por IA.

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